Silêncio... o mundo anda tão barulhento... ou talvez seja só na minha rua. O fato é que parece que está tudo demais. Sonhos demais, palavras demais, risadas demais... Tudo tem que ser up, pra cima, alto astral. Ultimamente essa intolerância humana para o down (que não é download!) está ficando cansativa. Fotos sorridentes no facebook, projetos, especializações, corrida, viagens de gruppon... Ufa... E onde está de verdade a disponibilidade para aquilo que realmente importa, que realmente enriquece a nossa existência? Alguém pode me escutar nesse barulho todo?
De um modo geral, em meio a tantos amigos e baladas do momento, as pessoas se queixam muito ou temem se deparar de frente com a solidão. Então aceleram a vida, é tudo rápido, divertido sempre, tudo preenchido para não encarar o vazio - lo sinto... ele é inerente a toda existência humana.
E penso que o que nos dá conforto, que torna a vida se não mais feliz, com certeza mais interessante, são conversas
onde se ouve e se é ouvido com interesse, abraço apertado, um olhar de
compreensão, um silêncio cheio de significado, mãos dadas... É a história
que construímos com as pessoas que nos são caras. E, sim, nessa corrida desenfrada acaba faltando disponibilidade pra isso. Porque estar presente não é o mesmo que dar uma curtida no facebook, não. Gente precisa de mais. Precisa de toque, de sentir gosto de vinho na boca e cheiro de comida no fogão, precisa de papo para além de 140 caracteres.
Parece que a Pat Pimentinha tem razão: "Testes pra fazer, redação pra escrever... coisas bobas! Não há tempo para o amor, Menduim!"
PS: Se quiser ver o desenho completo de onde retirei a frase... está aqui:
There's no time for love, Charlie Brown!

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